A leitura de determinados livros que discutem mídia e comunicação(de uma forma geral), imprensa e uma eternidade de assuntos específicos para o jornalismo, é algo - quase sempre - de importância para acadêmicos e interessados na área. As informações disponíveis sobre esses assuntos publicadas em diversos livros, artigos, jornais, revistas e televisão são ''um prato cheio'' aos afins.
Dias atrás, por exemplo, eu havia postado aqui a imagem de ''Ser jornalista'' de Ciro Marcondes Filho. Devido ao trabalho e outras preocupações do cotidiano ainda não consegui concluir a leitura do livro, mas posso garantir que logo de início a produção proporciona o questionamento e a discussão de leitores sobre a realidade da nossa imprensa.
Da nossa e da imprensa mundial. A percepção da nossa relação enquanto consumidores de informações e das verdades impostas pela mídia vêm à ''tona''. Afinal, boa parte de Ser jornalista nos faz pensar direto ao ponto: na linguagem enquanto barbárie do produto final oferecido por meios midiáticos.
A questão, entretanto, não chega a ser a ideologia transmitida, o favoritismo por um e a exclusão por outro, o ser alienado, a influência negativa, o mostrar e o ocultar, mas primeiramente uma condição de língua e frases. Nesse contexto, a linguagem passa a ser o principal problema do trabalho jornalístico, pois é através dela que os fatos serão representados. A verdade não é algo garantido e quase nunca questionado, mas criado por frases, por palavras escritas e colocadas na boca e no papel.
Ciro Marcondes Filho apresenta mais um trabalho indispensável, válido de conteúdo e de leitura. Ser jornalista pode ser lido por qualquer um que se interessa pelo assunto, principalmente por quem deseja ser um verdadeiro jornalista de credibilidade e que não faça de suas notícias apenas uma junção de palavras e frases.
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