

Diversidade em produção: conteúdos que apresentam um valor particular!
- Particularmente, fazer postagem em blog é algo sério e interessante para o meu aprendizado. Por mais que o texto seja meramente um ''bom dia'' ou ''faz calor lá fora'', quero dizer que tudo têm um valor. É aqui que aprendo, erro e acerto. Gosto muito do meu blog, das postagens feitas desde o início e espero que você, leitor, encontre alguma coisa útil que lhe faça comentar ou criticar. Críticas (positivas ou negativas) são sempre aceitas e compreendidas. Pois, diga-se de passagem, é sempre bom ter um espaço pessoal e, supostamente, democrático.







A educação ainda é hoje um dos maiores problemas em diversos países, principalmente quando consideramos os mais pobres ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Apresentar a educação e o ensino de má qualidade como uma das principais barreiras para o desenvolvimento e crescimento cultural de uma sociedade é inevitável, mas exige análises profundas e diversificadas sobre um processo de base e poder.
Ter como conclusão o fato de que o modelo educacional apresenta algo errado e se manifeste como ensino de baixa qualidade e inferior em relação à educação trabalhada nos países desenvolvidos, é preciso compreender os mais simples aspectos que formam o processo educacional, de conhecimento, de aprendizagem e contextualização da realidade.
Entre os aspectos que constituem essa fase necessária para a formação de cada um de nós – de preferência na infância – percebe-se o modo em que, através deles, se da o ensino da leitura, a visão que alunos, professores e pais de determinada classe social criam sobre ela, como entendem o porquê de se aprender a ler, como ela - a leitura - é estabelecida no nosso modelo de sociedade.
A concretização de uma prática que aparentemente se mostra simples, fácil e eficaz para adquirir conhecimento e resolver problemas diretos de pessoas que querem um futuro digno, nem sempre ocorre como o desejado.
Sim, porque a leitura ainda não é colocada de acordo com sua real função cultural e social, entretanto, na maior parte da população encontramos esta como fonte e meio de perspectiva para uma vida melhor, como caminho para conseguir um bom trabalho e, quem sabe, fazer uma faculdade.
Magda Becker Soares (UFMG) em “Perspectivas Interdisciplinares” de Regina Zilberman e Ezequiel Theodoro da Silva, destaca a real situação de relação da leitura entre as classes dominantes e dominadas:
“Pesquisas já demonstraram que, enquanto as classes dominantes vêem a leitura como fruição, lazer, ampliação de horizontes, de conhecimentos, de experiência, as classes dominadas a vêem pragmaticamente como instrumento necessário à sobrevivência, ao acesso ao mundo do trabalho, à luta contra suas condições de vida”. (p.21)
Para essas pessoas, dominadas econômico, ideológico, cultural e socialmente, ler não significa ainda diferente forma de expressão e comunicação. Pelo contrário, implica em obrigação, cobrança, necessidade e exigência da vida cotidiana e do nosso sistema capitalista para ‘’se dar bem e ser alguém na vida’’. Parece em algum momento assustador, mas essa é a realidade de valor que milhares de brasileiros - funcionalmente analfabetos - atribuem à leitura.
Entender o que contribui para que tenhamos pessoas com uma visão distorcida e errônea da prática de ler, implica em outras modalidades do velho e atual modelo de ensino aplicado em escolas e métodos educacionais espalhados pelo país.
O equívoco que ocorre ao considerar leitura e metodologia de ensino como uma só coisa, contribui cada vez mais para que as correntes de combate ao crescimento de leitores na sociedade se multipliquem, conquistem espaço e mantenham indivíduos que saibam ler, mas tão pouco compreendam o que lêem.
Ainda em Perspectivas Interdisciplinares, outro autor, Mário A. Perini (UFMG) também ressalta os problemas enfrentados por uma pessoa adulta que aprendeu a ler, mas pouco compreende a leitura em sua interação, contextualização e prática interdisciplinar.
“... A maior parte da população brasileira adulta é funcionalmente analfabeta. Quero dizer que, se bem que sejam capazes de assinar o nome e de decifrar o letreiro do ônibus que tomam diariamente, não conseguiriam ler com compreensão adequada uma página completa, ainda que se tratasse de assunto dentro da sua competência. Nesta sociedade em constante transformação, o analfabeto funcional é uma criatura singularmente indefesa. Está impedido, por exemplo, de se informar e de formar sua opinião sobre uma gama sempre crescente do assuntos’’. (p.78)
Hoje, mesmo que seja problemático o fato de a leitura ser algo consideravelmente isolado e solitário, pode-se dizer que já não é mais um problema único ou o principal entre todos. Com o avanço tecnológico, por exemplo, a leitura passa a concorrer igualmente com os diversos meios de comunicação e informação, principalmente com aqueles que trabalham com os recursos de sons e imagens.
Quanto à questão de isolamento que se atribui à leitura, é notável o porquê de tal situação entre texto e leitor. Isolar a leitura é entendê-la como por si só. É se ausentar do contexto e não interliga-la à realidade do decodificador da mensagem, do destinatário que lê o que está escrito. Em específico, se esquece que além de ser um modo diferenciado de expressão, a leitura atua como meio de conscientização e transformação pessoal e social.
Em Perspectivas Interdisciplinares, coletânea de Regina Zilberman e Ezequiel Theodoro da Silva, a autora Magda Becker Soares (UFMG) destaca também o isolamento como uma condição imprópria para o ato de ler. Questionando sobre ser ou não ser a leitura um ato solitário, ela responde:
“Não. Leitura não é esse ato solitário; é interação verbal entre indivíduos, e indivíduos socialmente determinados: o leitor, seu universo, seu lugar na estrutura social, suas relações com o mundo e com os outros; o autor, seu universo, seu lugar na estrutura social, suas relações com o mundo e os outros; entre os dois: enunciação; diálogo?’’(p.18)
Entre as classes sociais que se destacam pelo isolamento da prática de ler, estão as classes mais populares e inferiores econômica e socialmente. São estas que na maior parte vêem a leitura como alternativa para o futuro, quase nunca para o questionamento, para a reflexão e compreensão da realidade.
Portanto, ao colocarmos a base do processo de aprendizagem como fase em que se concentra os principais erros de ensino da leitura para crianças e adultos, estamos falando de uma realidade bastante comum no universo de grupos menos beneficiados na sociedade.
Se na base da formação é o momento que a falha do ensino, do conhecimento e desinteresse pela leitura começa a se manifestar, é na mesma que se pode encontrar solução para um novo caminho, é nela que se deve trabalhar um novo formato de metodologia, educação e leitura.
Sendo assim, a metodologia de ensino presente em quase todas as normas de escolas do país traz, quase sempre, problemas supostamente encobertos pela ideologia de que apostilas e métodos formais das escolas são as melhores formas para o aprendizado do aluno.
Para melhor compreensão do assunto estaremos focados, preferencialmente, na metodologia como único meio de aprender e ensinar crianças. São elas, na grande maioria, que ainda hoje estão submetidas a um processo de base e poder, em que fazem parte de um sistema de ensino controlado por uma linguagem e comunicação imprópria a elas.
Mário A. Perini volta em Perspectivas Interdisciplinares a abordar os problemas da leitura que surgem com a inadequação do ensino. Dessa vez, dando destaque para a realidade da formação de crianças, o autor fala sobre a dificuldade que as mesmas apresentam em compreender o livro didático.
“Sabemos que o material escrito que chega às mãos dos alunos se compõem essencialmente de textos didáticos. Trata-se de material que, de certa forma, apresenta para eles um interesse imediato, na medida em que lhes possibilita, em principio, melhorar seu desempenho escolar. No entanto, é singular o grau de desinteresse que os alunos mostram pelo livro didático.
Parte desse desinteresse pode ser oriundo de causas gerais, que contribuem para baixar o atrativo de qualquer atividade encomendada pela escola. Não obstante, mesmo em vésperas de exames, quando o livro didático deveria ser o recurso principal a ser procurado, os alunos relutam em recorrer a ele. O que acontece, evidentemente, é que se sentem incapazes de compreendê-lo, dependem quase que exclusivamente de aulas expositivas, consultas ao professor ou a outras pessoas, exercícios e outras muletas didáticas”.. (p.81)
Considerado os problemas advindos dos métodos de ensino e seus meandros, precisamos entender onde estão e quais são as alternativas de solução para desencadear o problema. De acordo com algumas propostas expressas em Pesquisas Interdisciplinares, o planejamento de formação dos livros didáticos e a interdisciplinaridade contribuem para uma nova realidade da educação.
Trabalhar a metodologia junto ao livro didático ainda é possível nas escolas, desde que o conteúdo seja adequado à realidade da criança, às condições de aprendizado que ela apresenta e se interessa. Transformar esse processo, não é simplesmente facilitar o estudo para crianças, não é deixá-la escolher o que quer ou não estudar, mas beneficiar seu aprendizado de acordo com o contexto em que vive.
Entre as propostas de mudanças para um melhor ensino e aprendizado, está a questão dos livros não apresentarem – como o de Língua Portuguesa, por exemplo – preocupação com a alfabetização e compreensão dos textos. Na coletânea de Regina Zilberman e Ezequiel Theodoro da Silva, Mário A. Perini também discute a exigência dessa interdisciplinaridade.
“Como conseqüências, temos que a responsabilidade de ensinar a leitura funcional é da escola como um todo, e não apenas da disciplina e do professor de Língua Portuguesa; e temos que os autores de livros didáticos de qualquer disciplina precisam sensibilizar-se para as exigências da função alfabetizadora de seus textos.’’ (p.82)
Além dessa proposta veiculada à interdisciplinaridade de matéria e conteúdo, é preciso pensar também num formato novo e específico para cada fase do aprendendo. Não disponibilizar os desgastantes livros didáticos que acompanham os alunos durante anos, mas produzir um material adequado para cada série, para cada necessidade especifica do aluno.
“Acredito que os textos deveriam ser graduados quanto à sua dificuldade de leitura, de modo que um texto de terceira série fosse significativamente mais simples do que um de oitava serie, ou um de nível universitário’’. (p.82)
Através dessa adequação do ensino e da leitura, acredita-se que é possível formarmos pessoas que se interessam pela prática de ler como meio primordial para o conhecimento, para a informação necessária e contextualização da realidade.
Defende-se também a idéia de que não somente as classes privilegiadas socialmente poderão usufruir da produção da escrita e dos conteúdos intermediados. A escrita e a leitura interferem, sempre, na condição educativa de uma nação, contribuindo para sua aquisição cultural e histórica.

Diferente das outras vezes que apareço pelo blog, hoje estou com tempo suficiente para escrever e falar qualquer tipo de assunto que interessa. Primeiramente quero falar de coisas mais pessoais, do final de semana, das tarefas e idéias projetadas. Se tratando da serra gaúcha, já que sou morador do local, informo que o tempo por aqui continua frio como nunca, ou melhor... Como sempre.
Sol? Que nada, não aparece nem um pouquinho pra alegrar a gaúchada (até rimou). Ainda bem que o dia de folga serve para ficar enrolado nas cobertas, assistir um filme, comer bem e descansar o corpo e a mente. Particularmente, foi uma semana corrida, agitada. Para distrair e ocupar a cabeça com outras coisas além de trabalho, é bom assistir ao jogo do Brasil, filmes e documentários. Afinal, sair de casa hoje não é algo tão apropriado.
Enfim, vou para a próxima postagem. Estou ancioso para falar sobre ''Memórias Cubanas'', um documentário apaixonante para quem se interessa ou não por Cuba, Fidel Castro e qualquer outro tema que envolve a suposta nação socialista.
Por enquanto, obrigado, até já!
Passando apenas para dar sinal de vida e dizer que quanto ao feriado está tudo certo. Aproveitei a folga do trabalho para descansar, ver um filme, dar uma lida e pensada como fazer um artigo. Um artigo opinativo que preciso entregar no prazo. Quanto ao filme do dia foi ''A Proposta''. Jornal? Bem pouco. Então, boa noite e amanhã volta tudo de novo!

Páginas relacionadas ao estudo e pesquisa do trabalho: perspectivas interdisciplinares.
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ler/ler0.htm
http://www.traca.com.br/livro/258718/
http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:6qStsuqIocMJ:sites.unifra.br/Portals/36/ALC/2003/ensino_literatura.pdf+perspectiva+interdisciplinares+Regina,+SILVA,+Ezequiel+Theodoro&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShs5EhlXVDISJFZbNWK6evYCqi53RPz433CA56zLTyEAzokE8fB5AcKG-SGr9tI1jPzU86fiu3yxqdwyALhGzNZNutBe9wbJ2IMmRP2svArJpM6c5_i44IxVppUyltNoFLCTsIF&sig=AHIEtbTCSkIaiY1u





A outra versão para Juno é a minha versão. Um outro lado que segue um roteiro mais real à uma histórinha, até então, apresentada por Ellen Page. Essa outra história é a minha, pois Juno existe no lado masculino. Optar por contar diariamente a própria história não é falta do que falar e escrever, é uma escolha comum e somente quem faz essa escolha compreende o porque.
Não se trata de depressão ou algo do tipo, mas de considerar sua própria vida relevante e acreditar que, por mais comum que seja, pode intereressar a alguém. A partir disso, ''A outra versão de Juno'' passa a ser ainda mais pessoal do que ja foi e faz com que você realmente perceba o inusitado preso ou solto no interior do não novo.
Juno por aqui é um garoto corajoso e que não corre o risco de engravidar e querer doar o filho gerado dentro de si. Ja viveu uma mistura de cultura, aprendeu muito com isso e continua descobrindo o que há de novo em seu trabalho, sonhos e desejos. Jovem e ainda com energia de sobra, trabalha no comércio, pretende no futuro ser um jornalista com credibilidade e com certeza faz algo para que isso aconteça.
Já deu pra entender a mudança que esse espaço está tendo através das idéias loucas do proprietário. Afinal, é exatamente isso o que ele quer: descrever seu próprio cotidiano e la na frente voltar ao passado e entender o porque cada qual foi como deveria ser. O que não deve ser, ele muda com as próprias mãos, quanto as consequências... Juno, vivendo e aprendendo com base numa verdade nua e crua.






Legislação em ética e Jornalismo
Estudo comparativo dos manuais de redação: Folha de S.Paulo e jornal O Globo
Ao analisar os manuais de redação de ambos os jornais (Folha de S.Paulo e O Globo) encontrei algumas respostas de forma bem clara. Portanto, com outras tive algumas dificuldades: alguns manuais não falam sobre determinado assunto e/ou quando falam é preciso usar a interpretação sobre a opinião deles. Dessa forma, procurei responder numa mistura de visão entre o próprio manual e aquilo que entendi sobre eles.
- Segue um trecho do trabalho
Verbetes ou temas para análise:
1) Anonimato da fonte, off e sigilo:
A Folha de S.Paulo fala em seu manual sobre informação sigilosa. Quanto ao off, ficou a desejar. O interessante é que o jornal defende a informação que interessa ao leitor. Ou seja, o dever de sigilo é responsabilidade do proprietário da informação. Já o jornal O Globo, é claramente defensor da ética enquanto dever de proteção de informação a quem prometeu direito de anonimato. O jornal só dispensa a possibilidade de manter um personagem anônimo quando este fornece informação incorreta e falsa.
2) Questões éticas:
A ética encontrada no manual da Folha de S.Paulo diz, basicamente, alguns princípios daqueles encontrados no código de ética do jornalismo. O jornal deixa claro a preocupação com o uso do nome e da profissão para se dar bem em questões particulares. Nesse caso, a necessidade em seguir princípios éticos é um dos objetivos do jornal.
Quanto ao jornal O Globo, é perceptível a cobrança sobre uma avaliação das informações antes de publicá-las. Como o próprio manual apresenta: as exigências éticas não prejudicam a prática do jornalismo, ao contrário, elevam a qualidade da informação.
O que se percebe, é que o jornal não se preocupa com a quantidade de informação e sim com a informação necessária e correta. Entretanto, se o próprio jornal não segue o que está no manual já é uma opinião de cada leitor, de cada jornalista.
Outro ponto importante de destaque no manual é a intolerância da influência política, ideológica e pessoal. O Globo acredita e defende em seu manual a possibilidade e o dever de seus jornalistas buscarem a participação isenta daquilo que pode influenciar o trabalho de cada um. Apesar dê serem questões que envolvam outros vários aspectos, esses são alguns básicos conceitos éticos do jornal.
3) Preconceitos:
Folha de S.Paulo fala sobre a utilização de termos que denotam preconceito. A forma, talvez, de expressar deve ser um cuidado e tanto ao escrever uma matéria que discuta o preconceito e a discriminação. Utilizar termos como O Presidente Negro ou o ativista Gay só mesmo quando torna a matéria mais relevante.
Não saindo muito da visão da Folha, o jornal O Globo também aborda o preconceito enquanto relevância para uma matéria. Ou seja, o mesmo procura não acolher manifestações preconceituosas, mas registrar em forma de denúncia.
4) Informação não confirmada:
Informação não confirmada foi complicado encontrar no manual de Folha. Apenas o jornal O Globo apresentou alguma coisa sobre o tema. Este prefere a não publicação de informações não confirmada. Desde que a falsa informação seja necessariamente alguma forma de denúncia.
5) Direito de resposta:
A folha não diz nada abertamente sobre tal direito de resposta, pelo menos no manual em que pesquisei. Já o jornal o Globo faz referências básicas e necessárias a todos os jornais.
Como por exemplo, o cuidado que se deve ter ao publicar uma matéria, analisando as fontes, pesquisando sobre o que é verdade ou não. Algo do tipo, que possa influenciar na relação entre entrevistado, reportagem e leitor.
Dessa forma, se houver algum tipo de erro da parte do entrevistado ou do jornalista, é preciso fazer acontecer o direito de resposta. Essa tarefa, portanto, o próprio jornal deve procurar a melhor forma de se esclarecer aos seus leitores.
6) Censura:
Ao ler o manual de redação da pra se entender que nesse tipo de situação a Folha de S.Paulo apenas bloqueia ou censura quando o assunto a ser publicado coloca em risco a segurança pública de pessoas ou empresas.
O jornal O Globo não dispõem abertamente desse tipo de assunto em seu manual, mas afirma que a censura ocorre quando não se publica assuntos que vão além daqueles que preocupam a condição ética do jornal.
7) Engajamento político:
Falar do engajamento político é voltar às questões éticas discutidas acima. Sendo assim, a Folha de S.Paulo deixa claro a preferência do profissional pela imparcialidade político-ideológica.
É claro que o jornalista não consegue ser totalmente imparcial e não ter uma ideologia e preferência. Entretanto, o mesmo deve buscar pela suposta imparcialidade, não deixando que suas preferências – principalmente políticas - influenciem diretamente em seu trabalho.
Para a Folha, esse tipo de influência reflete no trabalho do profissional, fazendo com que perca suas principais características, como por exemplo: o senso crítico.
8) Objetividade:
A folha de S.Paulo declara não existir a objetividade. Da mesma forma que o jornalista deve buscar tal imparcialidade, o profissional está sujeito ao contexto e a sua própria formação.
As idéias, as preferências e o contexto em que vive o jornalista contribuem para que o mesmo produza a reportagem de uma única forma: sua forma própria e única de ver o mundo. Devido a isso, o jornalista nunca conseguirá ser totalmente objetivo, começando pelas palavras que usa ou omite.
- Pesquisando o manual de O Globo não encontrei referências sobre o assunto.
9) Opinião:
Ter acesso aos manuais de redação desses jornais foi uma experiência questionável. Compreender a forma como cada um deles procura trabalhar, se relacionar com o leitor e publicar suas inúmeras reportagens, nos faz pensar em diversos conceitos éticos jornalísticos.
É interessante perceber que seus manuais não fogem da realidade ética jornalística. Os objetivos e métodos de trabalho de cada jornal estão sempre voltados ao código de ética e, por isso, nos impulsiona ainda mais a questioná-los sobre a realidade dos mesmos.
Afinal, ao mesmo tempo em que um veículo defende a busca pela imparcialidade, sabemos que ele mesmo se mostra abertamente sujeito e partidário a algum partido político. Entretanto, ao ler um manual ou outro chega a ser irônico e equívoco.
Talvez, o essencial nesse trabalho não foi descobrir como os manuais tratam os diversificados assuntos, mas analisar uma grande diferença existente entre o manual teórico e a prática na realidade.

Opinar, expor opiniões e mostrar em que você é bom, é uma oportunidade para o interessado. Registro aqui, aquilo que considero útil e necessário de ser registrado. Quanto ao ''bom''... Se aprende produzindo!
''O jornalismo é uma parte da minha vida. Uma grande parte. Passado, presente e futuro''.